Análise de InstagramCada marcador aponta um achado exatamente onde ele mora no perfil, e cada publicação da grade abre com a leitura dela. Nada aqui é opinião solta: tudo saiu do que está publicado. Leitura de 24/09/2026, sobre as 36 publicações mais recentes. O botão no topo alterna entre o perfil como está hoje (Como está) e uma proposta que só reorganiza o que já existe (Como poderia ficar).

O perfil abre com a bio cortada em "Desenvolvo negócios e parcerias...". O fim da frase e a quarta linha, "Sócio @headline.digital", só aparecem para quem toca em "mais". É a única empresa citada na bio, e a mesma que ele marca nas publicações da ABF (26/06/2026), do Influent Summit (24/06/2026) e do Shark Tank Brasil (21/05/2026).
Quem chega vê o empresário e os mais de trinta anos de show business, mas não vê por qual empresa se contrata esse trabalho. A correção é subir essa linha, sem escrever nada novo. Toque em "Como poderia ficar", no topo.
O campo de nome traz só "André Abootre". Ele entra na busca do Instagram junto com o @, e aceita o assunto ao lado do nome. Algo como "André Abootre | Show Business e Parcerias" faz o perfil aparecer também para quem procura o tema, e não só para quem já sabe quem ele é. São palavras que já estão na bio.
O link é exo.tec.br. A empresa citada na bio é a @headline.digital, e o nome "exo" não aparece em nenhuma linha da bio nem em nenhuma das 36 legendas.
Para quem já conhece o André, o clique é natural. Quem chega por uma publicação e toca em "mais" vê na bio o nome de uma empresa e, no link, um endereço com outro nome, sem nada que ligue os dois. Numa bio que termina em "desenvolvo negócios e parcerias", o link é o passo seguinte, e hoje não diz para onde leva.
A solução é curta: uma linha antes do link dizendo o que há lá (contato para parcerias, portfólio, a empresa), ou apontar o link para o destino que a bio já anuncia. A escolha é de negócio e é dele.
A barra de destaques está vazia. Só nas 36 publicações mais recentes já há material para pelo menos cinco: Neymar Jr e o Instituto (4 publicações, mediana de 3,91%, entre elas as duas maiores das 36), palcos e eventos (Inovabra Habitat do Bradesco, podcast SOS, Influent Summit), marcas e clientes (Mais Pura, Ital'in House na ABF, a parceria de 30/06/2026), bastidores (Shark Tank Brasil, Gusttavo Lima, Lollapalooza, Sphere em Las Vegas) e a apresentação "Quem sou eu?".
Para quem vende negócios e parcerias, os destaques são o portfólio fixo no topo do perfil. Sem eles, a prova do que a bio promete fica espalhada pela grade, e o que o visitante vê primeiro são as três publicações de frase de 21/09, 18/09 e 16/09.
Nenhum dos cinco pede conteúdo novo: é reunir o que já foi publicado. Toque em "Como poderia ficar" para ver a barra montada.
A bio diz "desenvolvo negócios e parcerias", e o anúncio de 30/06/2026, "Parceria estratégica fechada. Um novo momento começa agora", é a maior da janela e a mais curtida do ano: 2.242 curtidas e 5,51%. Prometeu "em breve", e nenhuma das 11 publicações seguintes voltou ao assunto.
Quando o negócio aparece como produto ou cliente, a reação é menor: as quatro publicações de marca e cliente têm mediana de 1,00%. E há casos prontos para virar história, como a linha "há quase 10 anos conectando a @maispura às pessoas certas", quase uma década contada em duas linhas.
O caminho é publicar a segunda parte da parceria e contar cada negócio como caso, na voz dele: quem apresentou quem, o que nasceu dali, o que mudou para a marca. Com nomes, sem valores.
A mesma família visual (verde escuro, preto e letra condensada) está na publicação "Networking não se compra" (27/08/2026, 3,13%), que traz "Meu networking não está à venda" na capa, e em "Quem sou eu?" (17/07/2026, 2,93%), as duas com ele no estúdio e o texto falando dele. É uma identidade boa, e o público mostra isso.
Nas 12 da janela, as quatro em que a frase de efeito é a peça (21/09, 18/09, 16/09 e 19/08) têm mediana de 0,41%. As outras oito têm 1,69%, cerca de quatro vezes mais. Em 21/09 (0,14%) e 16/09 (0,10%) estão as duas únicas das 36 abaixo da mediana do Instagram.
As três mais recentes (21/09, 18/09 e 16/09) são as três menores da janela, e são elas que mais puxam a mediana das 12 (1,27%) para baixo da mediana das 36 (1,63%). Sem as quatro de frase, o perfil segue no mesmo patamar do histórico: o que mudou nas últimas semanas foi o formato, não a força do perfil.
A proposta é manter o verde e preto e trocar o que vai dentro: uma afirmação sobre ele, um nome, um lugar ou um ano. A frase de efeito continua, como fecho da legenda.
Ele fala em 7 dos 8 vídeos das 36. Os dois em que conta uma história própria, "Networking não se compra" (27/08/2026, 3,13%, 115 comentários) e o trecho do podcast SOS (14/04/2025, 2,72%, 165 comentários), têm média de 2,93%. Os cinco em que a fala apresenta produto, cliente ou evento têm mediana de 1,18%.
No vídeo de agosto ele conta o encontro com o KondZilla em Portugal, que terminou em apresentação e horas de conversa no hotel. A legenda não traz nada disso, e quem não abre o vídeo perde a história que prova a tese. No podcast, a legenda contou a história (ele no som da casa de shows em Uberlândia onde o Só Pra Contrariar se apresentava) e vieram 165 comentários, o terceiro maior número das 36.
Assunto não falta: no mesmo podcast ele lembra o convívio com Gusttavo Lima e que acompanha a trajetória do Neymar desde 2011 ou 2012. Uma história por semana, no mesmo cenário de estúdio, contada também na legenda e em texto na tela.
Este perfil já tem o que a maioria passa anos tentando construir: um público grande que responde. São 41.049 seguidores, selo de verificação e engajamento mediano de 1,63% nas 36 publicações mais recentes, mais de cinco vezes a mediana do Instagram (0,30%). 34 das 36 ficam acima dessa régua, todas receberam comentário, e a conversa é alta: 8,9 comentários a cada 100 curtidas. A tese é própria e fácil de lembrar ("meu network não está à venda"), a identidade visual verde e preta já está desenhada, e o acesso que ele documenta é raro: Instituto Neymar Jr, bastidores do Shark Tank Brasil, Gusttavo Lima, Sphere em Las Vegas, palestra no Inovabra Habitat.
O que falta é contar mais e afirmar menos. Três das quatro publicações mais recentes são frases de efeito, e são as três menores da janela; duas delas (0,14% e 0,10%) são as únicas das 36 abaixo da mediana do Instagram. Os negócios, que a bio apresenta como o trabalho dele, aparecem como produto ou cliente e têm mediana de 1,00%. A parceria anunciada em 30/06, a publicação mais curtida de 2026, prometeu um "em breve", e o assunto ainda não voltou ao feed. E as portas do perfil estão entreabertas: "Sócio @headline.digital" fica atrás do "mais", o link leva a um nome que a bio não apresenta e a barra de destaques está vazia.
A boa notícia é que o próprio perfil já mostra o caminho. Quando o André conta uma história em vídeo, o engajamento sobe: os dois vídeos em que ele fala da própria trajetória deram 3,13% e 2,72%, com 115 e 165 comentários. Quando ele se apresentou em "Quem sou eu?", vieram 185 comentários, o segundo maior número das 36. O ritmo já voltou: 2026 soma 17 publicações, mais que 2024 e 2025 juntos. São mais de trinta anos de histórias com nome, lugar e ano, e um cenário de estúdio que já funcionou duas vezes. O que falta é pôr a história no lugar da frase e fazer a bio e os destaques apontarem para o negócio.
Público de 41.049 que conversa, selo, tese própria, identidade visual desenhada, acesso documentado e mais de trinta anos de show business. Nada disso precisa ser construído.
Contar a história em vez da frase, dar continuidade aos negócios anunciados e fazer a bio, o link e os destaques mostrarem por onde se faz negócio com ele.
Subir "Sócio @headline.digital" na bio, apresentar o link e abrir cinco destaques com o que já está publicado. Tudo cabe numa tarde.
O que já é ativo e o que ainda é espaço, lado a lado. Cada item saiu de um dado desta análise.
As barras seguem a ordem da grade, da mais recente à mais antiga, e as linhas de cada quadro vão do maior para o menor engajamento. Cada barra e cada linha abrem a publicação com a legenda inteira. A janela vai de 30/06 a 21/09/2026, e a mediana dessas doze é 1,27%.
A mediana do Instagram em 2026 é 0,30%. Dez das doze barras ficam acima dessa régua, e a maior, o anúncio da parceria estratégica de 30/06 com 5,51%, rende mais de 18 vezes a régua. As duas que ficam abaixo são as frases curtas de 21/09 e 16/09, duas das três primeiras da grade.






Todas mostram quem ele é, com quem anda ou o que está fechando. As três primeiras falam do trabalho de ponte, e a de 17/07 é a que mais puxa conversa: 185 comentários.






Quatro das seis são frases de efeito sem um caso por trás. A regra que sai daqui: toda frase precisa vir amarrada a um episódio que só o André pode contar, como ele já faz no vídeo do networking.
O André escreve bem a primeira linha. Das 36 legendas, a maioria abre com uma frase curta e firme, no tom de quem já viu muito. O que decide a resposta do público não é a frase em si, e sim o que vem logo depois dela: um nome, um lugar, um ano. Destrinchadas, as duas legendas que mais geraram comentários viram dois moldes que ele pode repetir.
9,33% de engajamento em 27/12/2023, o maior das 36, com 204 comentários e 5,7 vezes a mediana do próprio perfil.
"O que constrói resultado raramente é público."
A frase diz que existe algo que o leitor não costuma ver. Quem passa no feed para para descobrir o que é.
"É no bastidor que as conexões certas acontecem."
Em vez de mais uma frase de efeito, a legenda aponta para o bastidor. A promessa da primeira linha é cumprida na segunda.
A marcação de @neymarjr prova o acesso sem precisar explicá-lo. É um acesso construído em anos, e nada precisa ser reivindicado.
Duas frases e duas marcações. A legenda não disputa atenção com a imagem, só dá a chave para ler o que está nela.
A história por trás da conexão. Com 204 comentários, o interesse estava dado, e a legenda terminou sem contar como aquela conexão nasceu nem convidar a acompanhar a próxima.
2,93% de engajamento e 185 comentários em 17/07/2026, o segundo maior número de comentários das 36 e a maior taxa de conversa da janela: 18,2 comentários a cada 100 curtidas. É o mais valioso dos dois porque não depende de convidado nem de evento.
"Muita gente ainda me pergunta: 'André, afinal, o que você faz?'"
A primeira linha repete a pergunta que, segundo ele, muita gente ainda faz. É um gancho de identificação imediata.
"Eu construo pontes."
Resposta curta, visual e fácil de repetir. Cabe numa capa, num card e numa apresentação.
"Entre marcas e oportunidades. Entre empresas e talentos. Entre estratégia e resultado."
Cadência em três tempos, com a mesma palavra abrindo cada linha. É o trecho que funciona como citação autônoma.
"Há mais de 30 anos acredito que os melhores negócios nascem da confiança, da reputação e dos relacionamentos construídos ao longo do tempo."
A autoridade vem da trajetória, e não de título. É a mesma credencial da bio, agora com uma explicação.
"Meu network não está à venda. Porque relacionamento não se compra. Se conquista."
A publicação termina na frase que é dele e de mais ninguém. É uma posição, e não um aviso.
Um exemplo com nome. As pontes aparecem como conceito; uma única ponte contada, com quem, onde e quando, transformaria a apresentação em prova.
"Sonhar aponta a direção. Clareza define o caminho. Disciplina e execução fazem acontecer."
0,10% em 16/09/2026. Na mesma linha, "Nunca esperei a hora certa" ficou em 0,14% e "A gente corre tanto atrás do próximo objetivo" em 0,68%. As legendas só de frase, sem pessoa marcada nem lugar, têm mediana de 0,68% em 7 publicações.
"Bastidores de um encontro que conecta negócios, música e grandes oportunidades."
2,79% em 13/08/2025, com agradecimento a @gusttavolima. "A convite da Sony, acompanhei os bastidores do Shark Tank Brasil" deu 1,86%. As quatro publicações que marcam o Neymar Jr ou o Instituto têm mediana de 3,91%.
"Nasci com algo dentro de mim que se recusa a ser igual a maioria."
2,79% em 25/10/2023, com 130 comentários. O trecho do podcast que abre com "ele me perguntou: 'O que te inspira?'" deu 2,72% e 165 comentários. Nas duas, a primeira linha fala dele, e a conversa veio.
A primeira linha promete; a segunda precisa entregar um nome, um lugar ou um ano. O formato de frase curta é o mesmo em 27/12/2023 e em 16/09/2026. Na primeira, a frase vem seguida de um bastidor e de um nome e chega a 9,33%. Na segunda, a frase é a publicação inteira e fica em 0,10%. Mesmo autor, mesmo tom.
As aberturas que ele já usa são boas e podem continuar. O ajuste é de roteiro: a frase de efeito deixa de ser a peça e passa a ser a porta de entrada, ou o fecho, de uma história que ele viveu. Os negócios seguem a mesma regra: as legendas que abrem pelo produto ou pelo evento, como a da Mais Pura ("Novo sabor da Mais Amada do Brasil!!", 1,18%) e a da ABF (0,99%), passam a abrir pela relação que ele construiu com a marca.
Ouvimos os oito vídeos das 36 publicações. Ele fala em sete (o anúncio de 30/06/2026 tem só música). É nos vídeos que a tese do perfil aparece inteira, com nomes, lugares e histórias que não estão nas legendas. Os trechos abaixo foram transcritos e limpos; onde o áudio não permite citação fiel, o conteúdo vai resumido.
"O network não está à venda, porque é bem isso, não tem como você vender um acesso. O meu telefone só funciona comigo. Se eu te emprestar, ou passar os contatos, você vai falar uma vez com a Anitta, uma vez com o Neymar, uma vez com o Léo Santana, uma vez com o Caio Castro, mas não vai ter uma conexão real, direta. (...) Network se conquista. Você tem que realmente conhecer a pessoa, saber quem te indica, quem te apresenta."
Em seguida ele conta um episódio: encontrou o KondZilla em Portugal, na época em que a Champions foi disputada lá durante a pandemia. O pai do Neymar estava no mesmo lugar, e o KondZilla ainda não o conhecia, porque sempre desconfiava de quem se oferecia para apresentá-lo. O André fez a apresentação, e os dois ficaram horas conversando no hotel. Ele fecha: "Porque isso é real, quem te apresenta conta muito."
Por que isso importa: é a tese do perfil provada por um caso com nome, lugar e desfecho. 115 comentários. A legenda, porém, guardou só a frase ("Ter um contato é fácil. Construir confiança, credibilidade e respeito leva anos.") e deixou a história inteira só no vídeo.
"Eu já vi tantas vezes acontecer, sabe, a pessoa sair de uma coisa que é até improvável às vezes. (...) Eu me inspiro em várias pessoas, várias histórias que eu vejo, de onde um vem, outro vem. Então eu consigo me inspirar fácil."
Antes disso ele lembra o começo com o Só Pra Contrariar, a batalha até o disco virar sucesso, o convívio com Gusttavo Lima na Audiomix vendo o início da carreira dele, e o acompanhamento da trajetória do Neymar desde 2011 ou 2012. Conta também que no caso do Neymar o trabalho foi de marketing.
Por que isso importa: aqui a legenda contou a história junto com o vídeo (ele trabalhando no som da casa de shows em Uberlândia onde o Só Pra Contrariar se apresentava). Vieram 165 comentários, o terceiro maior número das 36. É o exemplo de vídeo e legenda remando juntos.
"Mais um ano convidados para poder falar sobre os nossos cases, os nossos clientes."
Ele cita a Mais Pura e a Ital'in House entre os clientes e entrevista um dos criadores do evento, que conta os números da edição: mais de 15 mil creators cadastrados, cinco palcos e mais de 40 ativações de marcas. Fecha com "vários negócios para acontecer em breve".
Por que isso importa: é a melhor das cinco falas de apresentação, porque mostra o André dentro do evento, conversando com um dos criadores. Mas quem fala dos números é o evento, e os cases que ele foi apresentar não aparecem no vídeo.
"Essa aqui é a Sphere, fica aqui em Las Vegas. Foi inaugurada em 2023 e já virou um dos símbolos do entretenimento no mundo. (...) É música, entretenimento, tecnologia mostrando na prática pra onde o nosso mercado tá caminhando."
No meio ele descreve a estrutura (a tela de LED que cobre o prédio, o som, a imagem que envolve o público) e elogia o show dos Backstreet Boys.
Por que isso importa: é um olhar de quem trabalha com show há mais de trinta anos, e esse é o diferencial. Na fala, porém, ele aparece como visitante que apresenta o lugar. O que ele viu ali que um produtor comum não veria é a parte que ficou de fora.
"Gente, tô aqui na fábrica (...). Por que que eu tô aqui? Vim provar um novo sabor. (...) Sou de Minas, né? Perfeito. Sem palavras."
Por que isso importa: tem leveza e humor, e o "sou de Minas" aproxima. Mas é a fala de quem prova o produto, e não de quem conecta a marca às pessoas certas há quase dez anos, que é como ele mesmo descreve essa relação em outra publicação.
Fala curta, gravada no estande. Ele apresenta o novo modelo de loja do cliente, pensado para cidades menores, e elogia o estande.
Por que isso importa: é o registro de um cliente num grande evento, e funciona como parabéns. O papel do André nesse crescimento, que é o que interessa a quem pensa em fazer negócio com ele, não entra na fala.
"Eu gosto cada vez mais do básico bem feito. Uma boa camiseta, conforto, acabamento e qualidade. (...) Se tem uma coisa que eu valorizo muito é a praticidade."
Por que isso importa: é publicidade bem feita, com cupom na legenda. Cumpre o papel com a marca, mas é a fala mais distante do que o perfil promete: não há nome, bastidor nem história.
2,93% de média nos dois vídeos: "Networking não se compra" (3,13%, 115 comentários) e o trecho do podcast SOS (2,72%, 165 comentários).
Nos dois ele fala em primeira pessoa, cita nomes e conta como as coisas aconteceram.
1,18% de mediana nos cinco vídeos: Minimal Club (0,84%), Ital'in House na ABF (0,99%), Mais Pura (1,18%), Sphere em Las Vegas (1,23%) e Influent Summit (1,84%).
Nos cinco o protagonista é o lugar ou a marca, e o André aparece como apresentador.
A melhor história do período, o encontro com o KondZilla em Portugal, está só no vídeo, na fala e no texto na tela. Quem só lê a legenda perde exatamente a parte que prova a tese. No podcast, em que a legenda contou a história, os comentários foram os maiores entre os vídeos.
O caminho é o mesmo formato de agosto, uma vez por semana: ele no estúdio, uma história com nome, lugar e ano, contada também na legenda e em texto na tela. E os vídeos de marca e evento ganham quando mudam de ângulo: em vez de apresentar o produto ou o lugar, contar o que ele fez ali, quem apresentou a quem e o que nasceu disso. Assunto não falta: o começo do Gusttavo Lima, a trajetória do Neymar desde 2011 ou 2012 e os quase dez anos com a Mais Pura já foram citados por ele mesmo.
Antes de olhar o perfil, vale olhar o campo. Quatro números públicos, todos conferidos na fonte, mostram o tamanho das mesas em que o André senta: eventos, patrocínio esportivo, música ao vivo e recomendação pessoal.
Alta de 5% sobre os R$ 131,8 bi de 2024, no maior nível da série iniciada em 2019. O setor criou 186 mil empregos formais no ano. Em 2026 a contratação desacelerou: 4.150 vagas no núcleo do setor no 1º semestre, contra 12.931 no mesmo período de 2025.
O mercado nunca consumiu tanto, mas em 2026 passou a gerar menos empregos. Quem traz marca e patrocínio para dentro do evento ganha peso.
Fontes: ABRAPE, Radar Econômico do Setor de Eventos, via Panrotas, 11/02/2026; e, para os empregos de 2026, ABRAPE, 03/08/2026.
Eram R$ 1,3 bi em 2021, alta de 133%. As casas de apostas responderam por R$ 1,03 bi, 1 em cada 3 reais. Em 2025, 19 dos 20 clubes tinham esse patrocínio; hoje são 13, e o governo sinalizou que o mercado de apostas pode acabar no país.
Se essa verba acabar, os clubes terão de repor perto de R$ 1 bi com marcas de outros setores. É a ponte entre marcas e oportunidades que o André constrói.
Fonte: Consultoria Convocados (César Grafietti), via A Gazeta, 22/09/2026.
A arrecadação total foi de R$ 2,105 bi, alta de 15%. Shows e eventos são a 3ª maior fonte, quase do tamanho da TV (20,4%), e cresceram 13,2% com a expansão de turnês e festivais. As execuções identificadas de música ao vivo subiram 97%.
A música ao vivo cresce na casa dos dois dígitos. A origem do André no som da casa de shows onde o Só Pra Contrariar se apresentava, que já aparece no perfil, é o que o liga a esse mercado.
Fonte: Ecad, Relatório Anual 2025, 05/03/2026.
46% dão nota 9 ou 10 à indicação de quem já seguem, contra 23% quando não conhecem quem indica. O atributo "confiável" foi citado por 54% dos entrevistados (10 pontos acima de 2025), e o tamanho da audiência, sozinho, pesa menos.
A recomendação pesa pela relação, não pelo tamanho: quem já segue confia o dobro. O perfil pessoal vale como ativo comercial quando mostra o bastidor com autenticidade.
Fonte: IAB Brasil e Offerwise, pesquisa #Publi 2026, via E-Commerce Brasil, 18/09/2026.
Os quatro números apontam na mesma direção. Há dinheiro circulando em eventos, música ao vivo e patrocínio, e parte dele está prestes a mudar de mãos: o patrocínio esportivo pode ter de encontrar novas marcas. Já o setor de eventos, depois do maior consumo da série, passou a gerar menos empregos em 2026. Nesse tipo de mercado, quem fecha a parceria é quem já tem a confiança dos dois lados da mesa.
E confiança, mostra a pesquisa de 2026, se constrói pela relação e não pelo tamanho da audiência. Para um empresário que desenvolve negócios e parcerias, o Instagram pessoal não é vitrine: é o lugar onde marcas, artistas e clubes conferem quem ele é antes de responder a uma proposta.
Medimos, no mesmo dia e pelo mesmo critério, perfis pessoais de empresários e executivos brasileiros que transitam entre marcas, entretenimento, música e esporte. São referências do mercado em que o André atua, de uma grande base a pares de porte próximo.
| Perfil | Seguidores | Publicações | Engajamento mediano | Selo |
|---|---|---|---|---|
| @marcusbuaiz empresário, entretenimento e esporte | 1.523.568 | 864 | 0,14% | sim |
| @fatimapissarra executiva de influência e música | 214.686 | 2.078 | 0,07% | sim |
| @kamillafialho empresária de artistas | 212.689 | 3.788 | 0,33% | sim |
| @andreabootre este perfil | 41.049 | 545 | 1,63% | sim |
| @robertamedinaalwayssmile executiva de festivais | 35.377 | 183 | 2,44% | não |
| @dodysirena empresário de artistas e shows | 25.784 | 4.153 | 0,40% | sim |
| @lgniemeyer produtor de shows internacionais | 21.648 | 414 | 3,67% | não |
| @ricardochantilly empresário de show business | 8.830 | 402 | 2,54% | não |
| Mediana de perfis pessoais de 10 mil a 50 mil seguidores, 2025 | · | · | 0,54% | · |
| Mediana do Instagram, todos os setores, 2026 | · | · | 0,30% | · |
Coleta pública de 24/09/2026, mesmo método aplicado aos oito perfis: curtidas mais comentários sobre seguidores exatos, por publicação, mediana das 36 publicações mais recentes de cada perfil, sem contar as publicações com curtidas ocultas (uma de Marcus Buaiz e duas de Luiz Guilherme Niemeyer). Nos perfis que publicam muito, as 36 cobrem de menos de dois meses a pouco mais de quatro; nos que publicam menos, cobrem de dois a mais de três anos e meio.
Marcus Buaiz tem cerca de 37 vezes mais seguidores (1.523.568) e mediana de 0,14%. O André tem mediana de 1,63%. Com base grande a taxa naturalmente cai, então parte dessa distância vem do porte. A comparação mais justa é com a própria faixa, no quadro seguinte.
Perfis pessoais desse porte engajam, na mediana, 0,54%. O André está em 1,63%, e também acima dos três perfis com mais de 200 mil seguidores, que ficam entre 0,07% e 0,33%.
Roberta Medina, Luiz Guilherme Niemeyer e Ricardo Chantilly engajam mais, com bases menores. Entre os perfis acima de 1%, o André tem a maior audiência e é o único com selo de verificado.
Primeiro: o perfil do André está no grupo que conversa. Na tabela, os perfis se dividem em dois blocos, os que ficam abaixo de 0,5% e os que passam de 1%. Ele está no segundo, com a maior base e o único selo desse grupo. Isso não é acaso de uma publicação: é mediana de 36.
Segundo: audiência maior não significa mais conversa por seguidor. As três referências com mais de 200 mil seguidores conversam proporcionalmente menos que os quatro perfis, de 8 mil a 41 mil seguidores, que passam de 1%. A régua de mercado confirma o padrão, porque o engajamento cai conforme a base cresce. A discussão útil deixa de ser "quantos seguidores" e passa a ser "com quem se conversa".
Terceiro: o espaço para crescer está na frequência, não no interesse. Os pares que engajam mais que o André também publicam pouco, e as 36 publicações deles cobrem dois anos ou mais. Quem conseguir juntar a taxa de conversa desse grupo com constância de publicação ocupa um lugar que, nesta amostra, ninguém ocupa sozinho.
Das 36 publicações recentes, 28 são imagem ou carrossel e 8 são vídeo. As medianas são próximas: 1,63% nas imagens e 1,53% nos vídeos. O formato, sozinho, não decide.
O que decide é o assunto. As quatro publicações ligadas ao Neymar Jr e ao Instituto têm mediana de 3,91%; ele contando uma história em vídeo, média de 2,93% em 2; legenda só de frase, 0,68% em 7. Ele fala em 7 dos 8 vídeos, e esse é o formato com mais espaço para crescer.
São 36 publicações entre 25/10/2023 e 21/09/2026, com uma pausa de 212 dias entre 13/08/2025 e 14/03/2026. A retomada é forte: 2026 já soma 17 publicações, mais que 2024 (7) e 2025 (8) juntos.
Desde 30/06 o ritmo é de cerca de uma por semana (12 em 83 dias), e as três últimas saíram em seis dias. O próximo passo não é publicar mais, é manter entre uma e duas por semana com os assuntos que já rendem acima da mediana do perfil. Desde 19/08, as publicações saem perto das 12h ou das 18h de Brasília, e a diferença de horário pesa menos que a diferença de assunto.
A menção é o marcador que funciona aqui: 24 das 36 legendas marcam alguém, somando 75 perfis diferentes, entre eles @neymarjr, @maispura e @headline.digital, cada um em 3 legendas. Hashtags aparecem em só 6 das 36, e em nenhuma das 12 recentes.
Nas 12 recentes, só 4 legendas marcam alguém, e as quatro de frase não marcam ninguém. Para um perfil de conector, a marcação é a própria prova do trabalho: vale voltar a marcar quem aparece na história, e a @headline.digital sempre que o assunto for negócio.
Em ordem de retorno sobre esforço. As três primeiras partem do que já está escrito e publicado, e cabem numa tarde.
Esforço: minutos. As palavras já estão na bio, só mudam de lugar.
Esforço: minutos, depois de uma decisão de negócio sobre o destino.
Esforço: uma tarde, reunindo e escolhendo capas.
Esforço: uma publicação, com o alinhamento dos parceiros marcados.
Esforço: baixo. Muda o conteúdo do card, não o desenho.
Esforço: médio. Uma gravação curta por semana, com assunto de sobra em mais de trinta anos de carreira.
Esforço: médio. Pede conversa com a marca antes de publicar.
Esforço: contínuo, dentro do ritmo que ele já pratica.
A primeira semana abre as portas com o que já existe. O mês troca a frase pela história. O trimestre transforma os negócios em caso contado.
Indicador: empresa, link e portfólio visíveis sem tocar em "mais".
Indicador: nenhuma publicação do mês abaixo da mediana do Instagram (0,30%).
Indicador: mediana das próximas 12 publicações de volta a 1,63% ou mais, com a conversa mantida perto de 8,9 comentários por 100 curtidas.
Análise de Instagram de André Abootre · Nobox Group · leitura de 24/09/2026.
Os números vieram do que está publicado no perfil, em coleta pública. Nenhum dado privado de conta foi acessado.